quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Dança em mim


Saí sem medo de olhares,
sem medo de criticas,
e despeito.
Ela me chamava,
num ruído doce de ternura,
e seu cantar sereno,
com a calma que só a água pode ter.
De camisa de dormir,
descalça,
e cabelo desgrenhado,
me encharquei e a consumi.
Estava fria para o Mundo,
quente para mim.
Num instante fiquei nua,
a roupa colada em mim ,
mostrava o que outros desejavam ver.
E eu rodopiava sem pensar,
só sentia o seu calor,
o prazer que aquela chuva
me estava a proporcionar.
Senti a liberdade dos movimentos,
os complexos deixavam de fazer sentido,
ela me envolvia e dava prazer,
aquele momento era nosso,
estava eu e ela ,
rodeadas pelo Mundo,
naquela dança sensual sem fim.


(escrito por mim)
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