segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

No duche


A água corre por mim,
percorre todas as curvas ,
alimenta a minha pele ,
apazigua a minha alma.
O barulho oculta o meu choro.
As crianças não ouvem e
não notam as minhas lágrimas.
E quem diz que me ama,
nem vê que lá estou.
É lá que grito em silêncio,
que mordo as minhas desilusões,
que pelos meus olhos saem,
lágrimas de sal.
Esgoto-me em sussurros,
por entre as gotas.
Encolho-me de dor,
por entre a espuma
que me fere.
E morro mais um pouco.
Vai definhando o meu eu ,
outrora forte e alegre.



(escrito por mim)
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