domingo, 4 de janeiro de 2009

PAI

(eu e o meu pai no dia do meu casamento)

Naquele dia sorrias,
estavas tão feliz.
Dizias que ela era linda,
tão pequena e perfeita.
Teus olhos brilhavam como
pedras preciosas.

E nem tiramos uma foto.

Dias depois desapareceste,
Nada disseste.
Só ouvia o silêncio da ausência.
O frio da eternidade.
A tristeza de não te sentir.
E o nunca mais do teu abraço.

Quem me iria chamar,
de "minha menina"?
Como me iria enroscar a ti,
aos domingos na tua cama?
O que tinha de fazer,
para sentir o cheiro do After shave na tua pele?
A quem iria chamar pai?


A ninguém...

Tinha acabado ali.
Abruptamente.
E nem sequer te pude dizer,

Adeus pai !

( morreu num desastre três dias depois da minha filha mais nova ter nascido)
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