domingo, 25 de janeiro de 2009

Dor


És a pedra,
fria e escorregadia ,
em que caio e me despedaço.

És o vale profundo,
onde nenhuma luz chega,
e me sinto vazia.

És a escarpa,
abrupta e lisa,
que não consigo trepar.

És a onda,
gigante e medonha,
que me afoga sem escrúpulos.

És o buraco,
profundo e negro,
onde caio sem fim.

És o ar,
gélido e acutilante,
que não me deixa respirar.

És o caminho,
insinuoso e sombrio
onde sempre me perco.

És a água,
suja e podre,
quando preciso beber.

És a escuridão,
sombria e monstruosa,
em que me sinto abandonada,

És a ausência,
imensa e afiada,
onde choro sem parar.

És aquela,

que dói

que fere

que mói

mas nem por isso mata.

E por isso não passa!


(escrito por mim)
dedicado à Elida e sua filha
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