sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Janela


Cada vidro da minha janela,
conta uma história de vida.
Uma muito doce e cheiro a canela,
outra descomprometida.

Ainda há a que maltrata a vida,
o casal de amor eterno,
a mãe que chega mas está de saída,
o velhote que vive num inferno.

Tem ainda a criança que anda sósinha,
a mulher  da vida desejada,
o homem da gravatinha,
uma rapariga acabada.

Vidas cruzadas no meu caminho,
a que não posso desviar o olhar,
mas como um bom vizinho,
tenho de ver , ouvir e calar.

O que pensarão eles de mim,
o velhote deve ser maluco, 
agarrado à garrafa de gim
e fumando o seu charuto.

( escrito por mim)
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