quarta-feira, 27 de abril de 2011

Barreiras

(composição com imagens da net)
À janela incrédula pensava
maneira estranha de estar
afinal como podia andar
molhada enquanto sonhava.

No fundo invejava  a postura
metida numa concha que imaginei
alma cheia de nada criei
ávida de cor e aventura.

Vazio estava o meu sonho
metia medo aquela janela
mas só acordava por ela
esperando um raio de sol risonho.

parou a chuva começou o medo
deixei de ver o sonho pela janela
como poderia eu passar sem ela
que a idolatrava em segredo

Ruía o encanto e a esperança
restava-me um vaso de flores
com vida de cheiro e cores
acompanhando o vento numa dança

Abri a janela da alma insegura
sorvi toda a energia que emanava  o dia
rolei as rodas da cadeira, saí da apatia
faltava a porta da minha tortura.

Num sopro de coragem
transpus as muralhas do medo
estava agora fora do rochedo
pronta para uma longa viagem.

Voltou o sonho da minha janela
voltou a chuva que a molhava
percebi então o que imaginava
e agora o sonho , era meu e dela!

( escrito por mim)
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